Ricardo Martins

Professor de

Bateria

Natural da Ponta do Sol, Ilha da Madeira, o seu interesse pela música começou cedo, pois desde criança que ouvia o pai tocar guitarra clássica e o avô materno tocar guitarra portuguesa.

Aos 5 anos iniciou o estudo do piano no Conservatório Escola Profissional das Artes da Madeira (CEPAM) e tocou, pela primeira vez, em palco nas audições desse conservatório.

Aos 12 anos surgiu o interesse pela guitarra clássica que estudou durante dois anos. Esse período de estudo acabou quando descobriu a sua verdadeira paixão: a bateria. Aos 14 anos começou a estudar percussão no CEPAM, onde teve aulas com Jorge Garcia (Orquestra Clássica da Madeira) e Caio Oliveira (Fúria do Açúcar).

Passou por diversas orquestras na Ilha da Madeira: Orquestra Académica do CEPAM, Orquestra Clássica da Madeira (na altura dirigida por Rui Massena), Banda Municipal da Ponta do Sol e Orquestra Ligeira do Gabinete Coordenador de Educação Artística. Paralelamente, começou a tocar em trios de Jazz/Latin em Hotéis e a aventurar-se pelo mundo das músicas originais. Como baterista, é importante salientar a sua última banda, Vice Versa, onde tocou nos principais festivais e palcos da Ilha da Madeira, fazendo a primeira parte dos concertos de Blasted Mechanism e David Fonseca.

Licenciou-se em Educação Musical pelo ISCE e fez Mestrado em Educação Musical no Instituto Politécnico de Setúbal. Durante este período, deu aulas de Educação Musical em diversas escolas da Ilha da Madeira.

Em 2013, mudou-se para Lisboa para ter aulas com o Nova Iorquino Michael Lauren (Paul Anka, Chuck Berry, Tom Jones, Mike Stern, entre outros). Teve também aulas com André Silva (Boss Ac, Anselmo Ralph, Paulo de Carvalho), Alexandre Frazão (Resistência, Rui Veloso) e Claus Hessler.

Em 2016 começou um Doutoramento com a especialidade em Psicologia e Pedagogia da música, o seu trabalho nesta área deu-lhe a oportunidade de apresentar a sua pesquisa “Ensino Ergonómico da Bateria – Cruzar ou não, eis a questão” no V STMI, em Goiânia, no Brasil.

Paralelamente ao ensino da bateria, tem também desenvolvido a atividade como baterista profissional, onde tem trabalhado com vários grupos como: O Baixinho do Fado, A Marchinha do Botequim, Lisbon Swing Band, Mr. Celta, From Heroes to Zeros e Campos.

Musicalmente, considera-se eclético, ouvindo desde Jazz a Trash Metal, Bossa Nova, Dubstep, Raggae e Fado. Toca e ensina de uma forma inovadora, chamada Open Handed, onde os bateristas não cruzam as mãos para tocar, isto potencia a independência e a destreza de ambas as mãos nos alunos.

Gostava de ter tido a oportunidade de conhecer Buddy Rich, John Bonham, Gene Krupa e Ted Reed, alguns dos bateristas considerados mais influentes e importantes de todos os tempos.